Um grupo de
pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica na Saúde (Lais) da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte, sob a coordenação de Ricardo Valentim, percebendo
a grande dificuldade de locomoção que as pessoas com deficiência visual enfrentam
nas ruas e calçadas de Natal/RN, começa a desenvolver um sistema que previne os
acidentes de percurso de pessoas cegas na cidade, visto que, muitos dos obstáculos
destacados por essas pessoas são calçadas altas, degraus ou orelhões, que eles acabam
batendo por estes elementos não estarem ao alcance da bengala.
Chamada
de “olho biônico”, o protótipo identifica obstáculos e alerta os deficientes
visuais sobre perigos eminentes dos pés à altura da cabeça. O sistema de
informação fornecido à pessoa com deficiência é enviado através de um aplicativo
de celular funcionando com três sensores: um instalado na aba do boné, outro na
altura da cintura que pode ficar na bengala do deficiente visual, e o terceiro
na ponta da bengala.
Os
sensores recebem as informações sobre os obstáculos e desníveis e repassa esse
dado para a pessoa cega, de forma sonora por meio do aplicativo no celular. O
sistema de informação do sistema foi inspirado em uma técnica que os morcegos utilizam.
Onde há a emissão de um som e a partir do tempo de retorno desta onda sonora, é
possível calcular a distância entre os objetos ou identificar se há um vazio,
como um buraco. O custo do protótipo em teste é de R$ 60,00, e conta com uma
bateria com autonomia para 12 horas.
Por: Alane Vieira e Shirley Aquino
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