quarta-feira, 30 de julho de 2014

De olho na notícia!

            Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica na Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob a coordenação de Ricardo Valentim, percebendo a grande dificuldade de locomoção que as pessoas com deficiência visual enfrentam nas ruas e calçadas de Natal/RN, começa a desenvolver um sistema que previne os acidentes de percurso de pessoas cegas na cidade, visto que, muitos dos obstáculos destacados por essas pessoas são calçadas altas, degraus ou orelhões, que eles acabam batendo por estes elementos não estarem ao alcance da bengala.
Chamada de “olho biônico”, o protótipo identifica obstáculos e alerta os deficientes visuais sobre perigos eminentes dos pés à altura da cabeça. O sistema de informação fornecido à pessoa com deficiência é enviado através de um aplicativo de celular funcionando com três sensores: um instalado na aba do boné, outro na altura da cintura que pode ficar na bengala do deficiente visual, e o terceiro na ponta da bengala.
Os sensores recebem as informações sobre os obstáculos e desníveis e repassa esse dado para a pessoa cega, de forma sonora por meio do aplicativo no celular. O sistema de informação do sistema foi inspirado em uma técnica que os morcegos utilizam. Onde há a emissão de um som e a partir do tempo de retorno desta onda sonora, é possível calcular a distância entre os objetos ou identificar se há um vazio, como um buraco. O custo do protótipo em teste é de R$ 60,00, e conta com uma bateria com autonomia para 12 horas.

Por: Alane Vieira e Shirley Aquino

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