Para entendermos melhor sobre o conceito que a sociedade
tem sobre o indivíduo deficiente, precisamos nos reportar ao passado, enfocando
fatos e acontecimentos, para se obter melhores esclarecimentos e informações. A
compreensão da pessoa com deficiência sofreu transformações no decorrer do
processo histórico que repercutiram na sua conscientização e encaminhamento
educacional. Antigamente as pessoas com deficiência eram vistas pela sociedade
como um sinal de espíritos malignos, marginalizados e eram usados até mesmo
termos pejorativos.
Geralmente
as pessoas têm várias dúvidas sobre a maneira correta de se referir as pessoas
com deficiência, ressaltando que são também frequentes as comparações que fazem
entre doença e deficiência e até mesmo o uso de termos impróprios. Atrás de
compreensões e de uma caracterização educativa, buscou-se uma padronização,
onde se decidiu “por ‘pessoa portadora de deficiência’, mas o foco acabou
ficando no ‘portador’, não chegou à
pessoa, e a expressão ‘portador’ cai muito bem para coisas que a pessoa
carrega e / ou pode deixar de lado, não para características físicas, mentais
ou sensoriais do ser humano. Junto com a contestação do termo ‘portador’,
conclui-se que o melhor seria pessoa com
deficiência, pois enquanto for mais natural, mais legitimado é o texto” (FÁVERO,
2004).
Ressaltando
que deficiência é uma limitação significativa física, sensorial ou mental e não
se confunde com incapacidade, a Convenção Interamericana para a eliminação de
todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa com Deficiência, a Convenção
da Guatemala, já internalizada pelo Decreto 3.956/01², define deficiência, em
seu artigo 1, considerando “que o termo deficiência significa uma restrição
física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória...” (FÁVERO,
2004).
Por. Alane Vieira.
FÁVERO, Eugênia Augusta Gonzaga. Direitos das Pessoas com Deficiência.
Garantia de Igualdade na Diversidade. Rio de Janeiro Ed. 2004.
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